Archive for the ‘Fortaleza’ Category

Vai um cafezinho?!

Terça-feira, Agosto 12th, 2008

Demorei alguns semestres na faculdade até me apaixonar pelo jornalismo. Por uma, duas, três vezes tentei desistir. Adorava escrever, investigar, ler boas matérias. Mas me perguntava: isso é suficiente? Até hoje não sei. Agora, afastada das ruas, há alguns meses sem apurar, sem escrever, só no processo de edição, trancada na redação, eu vejo o quanto é bom, gostoso e prazeroso ouvir e contar boas histórias. Tenho saudades. Conheci tantas coisas, tanta gente, tantos lugares dessa Fortaleza dona de um potencial para ser, sim, bela. E cresci. A cada pauta, um novo aprendizado.

Mas, pra situar, esse papo de divã surgiu quando, na semana passada, caminhando pelo Centro, eu vi que o Waldo Café fechou. Há pouco mais de um ano estive lá com o João Luís (fotógrafo) fazendo uma matéria sobre o hábito do fortalezense de tomar café. Na época, uma das coisas que mais despertou minha atenção foi o fato de poucas das tradicionais cafeterias de Fortaleza terem resistido à proliferação das máquinas expresas. Não sobrou quase nenhuma para contar história. Agora, nem mais o Waldo Café.

Naquela tarde, sentei no balcão e, tomando um cafezinho, fiquei ora batendo papo com os vendedores e clientes, ora observando o zumzumzum do Centro, no cruzamento das ruas Barão do Rio Branco e Guilherme Rocha. Com o Waldo Café, morre mais um pedacinho do coração de Fortaleza, como tantos outros ícones que já foram esquecidos naquelas ruas apertadas. Fala-se em revitalizar o Centro, mas quando? Quando morrerem todas as suas origens?

Abaixo, um trechinho da matéria, origem de todo esse desabafo.

94% dos brasileiros consomem café diariamente. Energético, ele é um companheiro indispensável para uma boa conversa. Vai um cafezinho?!

O aroma do café desperta os brasileiros todas as manhãs. No Centro de Fortaleza, as lojas ainda nem levantaram suas portas, os ambulantes sequer armaram suas bancas, mas no tradicional Waldo Café as xícaras já estão sob o balcão, à espera dos que saíram de casa às pressas. É assim há 32 anos, no encontro das ruas Barão do Rio Branco e Guilherme Rocha.

Só lá, cerca de mil cafezinhos (50 ml) são servidos todos os dias. O segredo? “Ah, não existe”, responde o gerente, Hilton de Sousa. Realmente, em um País onde 94% da população consome café regularmente (dado da Associação Brasileira da Indústria do Café - Abic), basta seguir as regras básicas de preparo. Porque são poucos (apenas 6%) os que resistem a uma xícara quentinha.

Apesar das variações - instantâneo, capuccino, expresso, entre outros - é o café coado o preferido dos brasileiros, como confirma a pesquisa da Abic. “O sabor do café tradicional é inconfundível. Aprendi a apreciá-lo com minha mãe, ainda criança. Hoje, quando acordo, gosto de tomá-lo com adoçante”, conta a manicure Maria de Fátima Fidelis, 50 anos, enquanto renova suas energias na cafeteria do Waldo.

Atrás do balcão há 15 anos, o gerente Hilton de Sousa não recorda o nome de todos os clientes, mas conhece o gosto dos mais antigos. Seu Marcelo é bom de prosa, costuma chegar no fim da tarde, João gosta de uma água para acompanhar, mas não tão gelada, e o Pedro está sempre com um cigarro.

A pesquisa da Abic, referente ao ano de 2006, “Tendências de Consumo”, demonstra ainda que um convite para um cafezinho é bem vindo a qualquer momento, mesmo sendo a hora do café da manhã a preferida. O segundo turno líder em consumo é o da tarde, na hora do lanche, a partir das 15 horas.

Um dos produtos mais importantes para o País, hoje o primeiro produtor e o segundo consumidor mundial, o café é, sem dúvida, o mais brasileiro de todos. Mas quem não o toma, apresenta seus motivos. Ainda segundo a Abic, 33% acreditam que ele prejudica a saúde, outros 22% não gostam do sabor do café, 13% não possuem o hábito de consumi-lo e 9% dizem que ele tira o sono.

Nas entrelinhas

Segunda-feira, Fevereiro 25th, 2008

A Prefeitura iniciou ontem uma consulta popular sobre a redução da passagem de ônibus em Fortaleza, há mais de três anos no valor de R$ 1,60 (a inteira). Três opções de nova tarifa estão sendo apresentadas à população:

1. A redução da passagem para R$ 1,56 em todos os horários (imagina a confusão pro trocador passar esse troco, porque moeda de R$ 0,01 tá quase em extinção);

2. A redução para R$ 1,50 apenas em horários fora do pico - de 9 às 11 horas, de 14 às 17 horas e de 21 às 5 horas (qual o sentido?);

3. A opção da implantação da Tarifa Social em todos os domingos, ficando a passagem ao preço de R$ 1,00 e R$ 0,50, o estudante (sem comentários).

Falta um detalhe nessa consulta. Antes de votar, o fortalezense precisa ser informado sobre a “troca” que motivou essa mudança. Afinal, enquanto a Prefeitura oferece uma economia de R$ 0,04 (QUATRO CENTAVOS) na passagem, o Governo irá conceder as empresas de ônibus uma redução de 50% no Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), caindo de 17 para 8,5%.

Não sou matemática, mas essa troca parece injusta. Com esse super reajuste, a economia mensal para o passageiro (aquele que pega ônibus lotaaaaado e para chegar ao trabalho precisa passar por, no mínimo, uns dois terminais) será de R$ 2,40. Valor inferior ao que ele gasta, diariamente, para ir (e vir, claro!) de ônibus.

Bom senso, indispensável

Segunda-feira, Fevereiro 18th, 2008

EU NÃO ENTENDO I - A pessoa está com a carteira de habilitação atrasada, há anos; ou não pagou o IPVA; ou andando por aí com alguma (ou todas) das luzes do veículo queimadas; ou com a documentação irregular; ou sem nenhuma documentação. Aí, pára em uma blitz (como a de hoje, na esquina da Praça do Gentilândia, no Benfica), e fica esculhambando o mundo … que os agentes do Detran são insensíveis, que tem um monte de marginal no meio do mundo e vão castigar justo os homens de deus … Tenha senso, por favor!

EU NÃO ENTENDO II - Como alguém tem coragem de colocar uma fralda descartável em um cachorro? Ele não merece… Não mesmo! De qualquer forma, para os interessados, taí a dica:

Você se lembra dos tempos em que lugar de cachorro era no quintal e só em sonho ele poderia nos acompanhar em nossos momentos de lazer e nem por decreto eram bem vindos em estabelecimentos fechados?!?!

Pois é, esta situação mudou, pois sabemos que quem tem um animal de estimação em casa, o considera como um membro da família e, portanto, faz questão de incluí-lo em todas as suas atividades.

Hoje, já existem muitos bares, restaurantes, pousadas, hotéis e shoppings que aceitam e acolhem os pets, uma boa notícia para quem gosta e faz questão de carregá-los em seus momentos de lazer com a família.

Porém como já se sabe estes pequenos “filhos peludos? às vezes podem causar alguns constrangimentos, como por exemplo, o xixi fora de hora em locais impróprios. Para solucionar este incômodo e poder deixar os donos mais á vontade, sem deixar de proporcionar conforto aos pets, a Dog’s Care, empresa fabricante de soluções inovadoras de higiene, desenvolveu as fraldas descartáveis de longa duração, oferecendo modelos exclusivos para machos e fêmeas.

As fraldas permitem que você passeie tranquilamente pelo shopping, que se sinta à vontade na mesa de um bar ou restaurante, ou visite um amigo no final de semana, sem precisar ficar policiando seu pet a todo o momento ou ficar com ele no colo para evitar que ele faça xixi em lugares indevidos. E ainda pensamos no trajeto do caminho, onde seu animalzinho não irá fazer nenhuma sujeira nos bancos ou no chão dos automóveis.

A tecnologia empregada é a mesma das fraldas descartáveis utilizadas em bebês. Confeccionadas com uma Manta 100% Celulose e gel em flocos, garantem até 6 horas de absorção. Possuem elásticos de ponta a ponta para proporcionar maior conforto, acabamento do orifício da cauda com costura reforçada (no modelo para fêmeas), o que evita vazamentos, esterilização para evitar proliferação de bactérias e fungos e fita adesiva reposicionável para melhor ajuste.

Segundo a médica veterinária Dra Amanda Medeiros Giroto, da Cãodilheiras Consultório Veterinário, “as fraldas Dog’s Care são de ótima qualidade, pois além de permitir maior bem estar aos pets visto que sua anatomia proporciona maior conforto, diminuem o trabalho dos donos que gostam de carregar seus animais para todos os lugares?.

Mais informações sobre o produto através do site www.dogscare.net

Me leva pro maracatu…

Domingo, Fevereiro 10th, 2008

Estive, ontem à noite, no “Sábado de Cinzas do Carnaval de Fortaleza“, na Praia de Iracema. Não sei exatamente qual era a intenção da Prefeitura de Fortaleza com esse evento. Se apagar com festa a imagem deixada pelo desabamento da arquibancada na Avenida Domingos Olímpio, no domingo de Carnaval, ou apenas preencher a agenda, já que a apresentação do cantor e compositor cearense Ednardo deveria ter acontecido exatamente no dia acidente.

O fato é que, em termos de público, o show não foi esse sucesso todo. Eu, particularmente, adorei. Não sei a Prefeitura. Dava para andar tranquilamente pelo trecho onde foi montado o palco, estender a canga ou espalhar as cadeiras e assistir às apresentações sem medo de empurra-empurra. Fila, nem nos banheiros químicos, muito menos para comprar bebida.

Ah, e o Ednardo não ficou apenas no “Pavão Misterioso?. Para quem gosta do tradicional Carnaval, valeu a pena sair de casa. Inclusive pelos cortejos dos maracatus Nação Fortaleza e Nação Solar. “Me leva meu bem me leva/ Pra dentro da noite azul/ Me leva meu bem me leva/ Me leva pro maracatu…”

P.s. Faltaram as fotos, bateria da minha máquina me deixou na mão.

“Não quero prejudicar ninguém”

Quinta-feira, Fevereiro 7th, 2008

miguelportela1.jpgBenedita Rodrigues Perreira, 57 anos, está desde o último domingo internada no Instituto Doutor José Frota (IJF). Da arquibancada montada na Avenida Domingos Olímpio, de onde acompanhava os primeiros desfiles do Carnaval de Fortaleza com o esposo e a filha-neta, foi parar em uma cama de hospital.

Quebrou o braço esquerdo e está aguardando uma cirurgia. “Um médico veio aqui hoje e disse que ia demorar uns três meses porque tem muita gente na fila”. Ainda sentindo dores, ela conta com a ajuda da filha, que deixou a casa e o marido de lado para ficar com a mãe, dia e noite, no hospital.

Além das equipes de reportagens, ninguém esteve no IJF para visitar dona Benedita, nem a Prefeitura de Fortaleza, nem a empresa responsável pela estrutura do evento.

Mas o que mais impressiona não é a história de dona Benedita, possivelmente bem parecida com a das outras vítimas (mais de 30). O que impressiona é essa aposentada, de 57 anos e pobre (como ela mesma se definiu), dizer ao fim da entrevista:

- “Minha filha, por favor, tenha cuidado, não quero prejudicar ninguém”

E mais…

* Oito pessoas já registraram Boletim de Ocorrência (B.O) no 34º Distrito Policial. De acordo com o delegado titular, até a próxima semana será instaurado um inquérito policial.

* O número divulgado pela Prefeitura, de 30 vítimas, pode ser ainda maior. Essas foram as que deram entrada no IJF. Uma estudante, de 23 anos, acompanhada da mãe e de duas tias, também estava na arquibancada que caiu. Uma das tias dela, de 60 anos, fraturou o ombro. Elas foram atendidas em um hospital particular.

* A Secretaria de Ação Social do Município disse que começará a visitar as vítimas a partir de amanhã.

* A empresa DS&A Produções divulgou em nota, ontem, que está “acompanhando a melhora do estado clínico dos pacientes e lhes dando integral suporte junto aos seus familiares”. Hoje à tarde, ela esteve na casa de uma das vítimas, a dona Maria de Lourdes Soares Fontenele, 57 anos, deu uma caixa de remédio e alguns alimentos.

Coincidência ou não, dona Lourdes havia aparecido no programa Comando 22, pela manhã, justamente reclamando da falta de assistência. Ela está com a perna esquerda imobilizada e mora sozinha, no Bom Sucesso.

* FOTO acima é do Miguel Portela, feita no último dia 4, na segunda-feira após o desabamento da arquibancada. Sobre a estrutura (aparentemente precária), o laudo da Polícia Civil, previsto para ser concluído em 20/30 dias, deve dar mais esclarecimentos.

É o guarda-chuva e a sombrinha …

Quarta-feira, Janeiro 23rd, 2008

Todos os anos, os cearenses rezam por um bom inverno. Com a chuva, vem a esperança de dias de fartura. Não só na zona rural. Na cidade, uma boa colheita refete de imediato nas vendas do comércio. Mas nem tudo é alegria. Ontem, na primeira chuva ‘forte’ do ano, o Centro de Fortaleza párou. A cidade não tem estrutura para conviver harmoniosamente com a chuva. Os bueiros entopem, as ruas alagam e o pedestre sofre, ainda mais.

Os quase quatro mil ambulantes que atuam no Centro têm esse dia como perdido. É mais do que não vender nada, é colocar a própria saúde em risco para proteger e garantir o sustento. Nas lojas, os vendedores nas portas apenas acompanham o movimento. Resta apenas aproveitar o sufoco de quem foi surpreendido pela chuva e oferecer, aos gritos, a frágil proteção: “É o guarda-chuva e a sombrinha …”.

Sorte de quem tem a mercadoria. Volta para casa com os bolsos, eu não diria cheios, mas com algum vintém. No Mercado Central, o estraga prazer dos turistas é a felicidade dos lojistas. Afinal, quando o céu da terra da luz está cinza, a opção para os visitantes é partir para as compras. Mais uma vez, uns perdem, outros ganham. E é porque ainda nem saímos do Centro.

PERIGO

Na Avenida Aguanambi, um raio atingiu o prédio do jornal O Povo - o temor de muitos fortalezenses na manhã de hoje - e houve um princípio de incêndio. No site do Portal Verdes Mares, há informações iniciais. O portal do O Povo e o blog do Eliomar de Lima não estão sendo atualizados, todos os equipamentos tiveram que ser desligados.

NAS RUAS

Alagamento

EMCETUR - No cruzamento das Ruas Doutor João Moreira e Guilherme Rocha, o acúmulo das águas da chuva dificultou a passagem de pedestres e veículos.

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TRADIÇÃO - No trecho entre a Praça da Estação e a própria Estação Ferroviária é certo: em dias de chuva, sempre alaga.

Só nos bairros do Centro e da Aldeota, segundo a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), foram 14 pontos de alagamentos. São eles:

- General Sampaio esquina com João Moreira
- Ao longo da Monsenhor Tabosa (trecho de calçamento)
- Monsenhor Tabosa esquina com Silva Paulet
- Monsenhor Tabosa esquina com Barão de Studart
- Barão de Studart esquina com Pontes Vieira
- Rui Barbosa esquina com Pontes Vieira
- Deserbagador Moreira esquina com Ponte Vieira
- 13 de Maio esquina com Senador Pompeu
- 13 de Maio – próximo a Igreja de Fátima
- 13 de Maio esquina com Teresa Cristina
- Borges de Melo esquina com Osvaldo Studart
- Padre Cícero esquina com Jose Bastos
- Heráclito Graça esquina com Idelfonso Albano
- Pontes Viera esquina com Visconde do Rio Branco

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PREJU?ZO - Os vendedores voltaram para casa mais cedo hoje.

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OLHA A CHUVA! - Para se proteger, vale qualquer coisa. Na falta do guarda-chuva, o jeito é ficar embaixo das paradas de ônibus.

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NO PREGO - O trânsito ficou ainda mais lento com os semáforos desativados. Hoje os agentes da AMC trabalharam. Vinte cruzamentos sofreram com o apagão.

- 13 de Maio esquina com Rua dos Pracinhas
- 13 de Maio esquina com Teresa Cristina
- 13 de Maio esquina com Carapinima
- 13 de Maio esquina com Universidade
- 13 de Maio esquina com Luciano Carneiro
- 13 de Maio esquina com Jaime Benevolo
- Rogaciano Leite esquina com Eng. Santa Junior
- Antônio Sales esquina com Des. Moreira
- Domingos Olimpio esquina com Jaime Benévolo
- Duque de Caxias esquina com Visc. do Rio Branco
- Bárbara de Alencar esquina com Visc. do Rio Branco
- Monsenhor Tabosa esquina com João Cardeiro
- Bezerra de Menezes esquina com Pe. Ibiapina
- Duque de Caxias esquina com Pe. Ibiapina
- Filomeno Gomes esquina com Leste Oeste
- Rogaciano Leite esquina com Murilo Borges
- Rogaciano Leite esquina com Gontran Giffoni
- Historiador Raimundo Girão x Idelfonso Albano
- Antonio Sales esquina com Jose Lourenço
- Pontes Vieira esquina com Tiburcio Cavalcante

Há se ainda fosse apenas um boato…

Sexta-feira, Setembro 21st, 2007

Colégio Marista Cearense

Estudei seis anos no Cearense. Adorava aquela fardinha azul, tradicionalíssima. Hoje, já estava quase encerrando minhas matérias quando recebi um recadinho. Tinha um telefone e o nome do irmão Ailton Arruda, seguido da frase “sobre o fechamento do Colégio Marista Cearense”. Gelei.

Na minha época de estudante, já rolava esse boato. A gente percebia. Aquele prédio, aos poucos, começou a ficar grande demais. E a gente curtia isso. Conhecíamos um a um, mesmo que apenas de vista. Dava uma sensação de familiaridade. Aliás, sou uma sobrinha Marista, tenho um tio ex-irmão.

Hoje, passou um filme. Lembrei do Vaqueiro, do irmão Urbano, do Manel do sino, do Apolônio, da Cristiane (professora de Português), do Assis, do Fausto, do irmão Joaquim, do Keké, da tia Terezinha, do Pedim …. dos encontros em Maranguape, dos interclasses, do Maristão, das aulas do terceiro ano …. e da Janna, da Kátia, da Rhajla, da Renata, da Micheline, das amizades. É de partir o coração.

Leia mais aqui.

Querendo entender…

Quarta-feira, Setembro 5th, 2007

Primeiro, a dúvida séria: como os brasileiros vão receber a possível reforma da gramática portuguesa?

Ainda não tinha parado para refletir sobre esse projeto de mudanças na Língua Portuguesa. Mas ontem, vendo o professor Pasquale falar sobre o assunto na Ana Maria Braga (é, eu tomo café assistindo o Louro), fiquei me questionando sobre como será a (difícil) adaptação dos brasileiros.

Já convivemos hoje com sérios problemas na área. Um deles é o internetês do português. A garotada não sabe que “você” tem acento porque se limitou a escrever “vc”. E esse é o exemplo mais simples. Sem falar, claro, da baixa qualidade do ensino público.

Imagine, agora, uma nova gramática. É verdade que a reforma ainda é um projeto, mas a educação no Brasil carece é de outras discussões. A maioria da população nem conhece a atual gramática, poucos sabem sobre as regras de acentuação, pontuação, concordância verbal …. Ah, tanta coisa para ensinar e o Governo atrás de inventar moda!

Agora, a dúvida fútil: qual a relação entre a Daniella Cicarelli e a Corrida do Iguatemi?

O shopping vai realizar a Corrida Iguatemi (”entre em ação com a natureza”) e convida como atração a Daniella Cicarelli. Não entendo! Tudo bem que ela já demonstrou pra todo mundo que está “em forma”, mas caberia ao shopping chamar um esportista (porque não cearense) para estimular os adeptos a esportes. Enfim, isso deve ser o que chamam de “marketing”.

Mas, deixando a Cicarelli de lado, tá na cara que essa corrida é um tentativa de passar a imagem de um Iguatemi amigo da natureza. Por que será? Ainda assim, para os interessados, o serviço: taxa de inscrição no valor de R$ 25,00 (até dia oito) e R$ 30,00 (de 9 a 15), largada às 8 horas do próximo dia 23 e percurso de seis quilômetros.

Manifestação na Sé

Sexta-feira, Maio 11th, 2007

Ativistas do Movimento GLBT estarão reunidos hoje, a partir das 16 horas, em frente à Catedral de Fortaleza, no Centro.

Eles vão aproveitar esse blá blá blá em torno do papa Bento XVI para protestar contra as agressões homofóbicas e pela oposição da Igreja Católica ao uso da camisinha.

Quem vai adorar essa manifestação é o padre Clairton Alexandrino, pároco da Sé. Principalmente quando ele escutar o grito dos ativistas: “A Aids mata e o papa é contra a camisinha. Conclui-se: a igreja continua matando!!!?.

Interrogação

Sexta-feira, Maio 4th, 2007

As ruas de Fortaleza foram tomadas, ontem, por manifestantes. Em frente à sede da Prefeitura de Fortaleza, no bairro Vila União, o Movimento dos Conselhos Populares (MCP) cobrava a abertura de vagas em frentes de serviço e a implantação de cursos profissionalizantes.

Há léguas dali, na Avenida Bezerra de Menezes, 750 agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) entraram em marcha no pátio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. Reivindicavam por melhorias nos assentamentos - da implantação de bibliotecas ao avanço da reforma agrária estadual.

Manifestações justas, democráticas e pacíficas. Somente um fato me chamou a atenção. Outro movimento, o de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), liderou cerca de 600 pessoas em uma caminhada, por volta das 10 horas, até o pátio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado, no bairro Joaquim Távora. A maioria crianças, mulheres e idosas.

Já eram três horas e essas pessoas, oriundas de comunidades carentes de Fortaleza, “brigavam” por água e comida. Em um fogão à lenha, improvisado na calçada do prédio, os alimentos começaram a ser cozidos. Muitos saíram de suas casas com a humilde esperança de, naquele dia, receberem ao menos uma refeição digna, mas voltaram com os estômagos vazios.

Justas as reivindicações do MLB. Afinal, alimentação, moradia, saneamento básico, emprego e saúde são direitos de todos. Mas até que ponto é realmente necessário expor, ainda mais, essas crianças e idosas?