O meu blog não estava abandonado. A verdade é que ele nunca recebeu a atenção merecida. Os assuntos até são muitos, mas a correria é tanta que acabo deixando o Segundo Clichê de lado. O Leonardo, aquele do Blogueisso, que estimulou muito a criação desse blog, vive cobrando novos posts. Aqui está um, inclusive vivenciado com ele. O próximo? Ah, amanhã a gente negocia.
A temática violência estreou a série de (poucos) posts desse blog. Mas agora, falo como vÃtima, o que me dá sempre um certo arrepio, uma sensação de pavor inexplicável. A cena, infelizmente, já é comum. Você estaciona seu carro e, quinze minutos depois, ao voltar, percebe que a porta está aberta. Som, pneu reserva, bolsa, seja qual for o objeto de valor, tudo se foi…
Ninguém viu. Os assaltantes agem com toda a liberdade do mundo. E nós estamos tão fragilizados que nos escondemos. É tudo tão corriqueiro que não nos damos nem ao trabalho de irmos prestar um Boletim de Ocorrência, questionar, procurar por Justiça. Pelo contrário, saÃmos rapidamente do local do crime temendo que ‘eles’ estejam por perto.
O primeiro pensamento é “Porra, meu som, meu pneu, mais gastos. Filhos da puta!”. Mas depois, meia hora depois, a ficha começar a cair. Um estranho entrou no meu carro, assim como poderia ter invadido minha casa, meu canto, minha privacidade. Levou meu som, assim como poderia ter me levado ou alguém que eu amo.
Alivia e, ao mesmo tempo, me dá pânico chegar a conclusão de que “Ainda bem que foi só isso. Apenas um som e um pneu roubados”.
O assalto aconteceu na última sexta-feira (19), por volta das 21h30min, ao lado do Shopping Benfica.