Alhoterapia

Maio 8th, 2007

Depois da auto-hemoterapia, é a vez da “alhoterapia�. Essa moda, por enquanto, ainda não pegou aqui no Brasil. Lá no Japão, uma jogador de futebol injetou alho na veia para curar-se de uma forte gripe. Acabou sendo punido. É que a Fifa proíbe tratamento endovenoso. Ainda bem.

Leia mais aqui.

Só resta rir da desgraça alheia

Maio 8th, 2007

Deu no Bom Dia Brasil de hoje: “Inglês gasta toda poupança achando que ia morrer, não morre e fica sem um tostão”. É verdade que ele fez o que todo mundo gostaria de fazer ao ouvir de um médico que só lhe resta seis meses de vida. Diagnosticado com câncer de pâncreas, o inglês resolveu aguardar pela morte curtindo!!!

Saiu do empego, vendeu todos os bens e parou de pagar a hipoteca da casa. O “problema” é que depois de um ano de farras ele descobriu que não tinha um tumor, mas apenas uma inflamação no pâncreas. Resultado: está vivo, endividado e decidido a processar o sistema público de saúde.

Povo mais sem fé!

Ronda na SDA

Maio 6th, 2007

Volto a citar a manifestação do MST, mas agora com outro enfoque. No encontro de membros do movimento com o governador do Estado, Cid Gomes, um fato chamou a atenção dos jornalistas, fotógrafos e câmeras que aguardaram mais de três horas por uma conclusão das negociações, na noite do último sábado.

Somente dentro da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, haviam cerca de dez homens fazendo a segurança do governador. Eu não contei, mas quem deu uma voltinha ao redor do prédio conferiu a presença, no total, de mais de 40 seguranças. Soldados, capitães e majores da Polícia Militar (a paisano) à serviço de um só homem.

Exagero?! No mínimo, uma situação constrangedora.

Alô?!…

Maio 4th, 2007

A Justiça determinou, na última quinta-feira, que a antiga Telemar/atual Oi, reabra os postos de atendimento ao consumidor sobre a justíssima alegação de que “existindo apenas os teleatendimentos (call center), o consumidor corre o risco de não ter a sua pretensão satisfeita de forma alguma, principalmente se for contrária aos interesses comerciais da concessionária�.

Pois, continua: “com a especialização dos atendimentos eletrônicos, é comum o usuário permanecer na ligação por vários minutos e até horas, sendo que tal demora, em muitos casos, acarreta a ‘queda’ da
ligação, seja decorrente de própria falha do sistema ou não
�.

Há menos de um mês, passei uma semana sem internet aqui em casa. Sete dias seguidos ligando para Oi (mil e uma utilidades) e a secretária eletrônica repetindo algo do tipo: “estamos fazendo uma manutenção na sua área, ligue em duas horas�.

Na tentativa de ouvir a voz de um ser humano, cansei de passar minutos ouvindo musiquinhas, como relata perfeitamente o juiz Federal André Dias Fernandes em sentença que atende à ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

O autor da ação? O procurador da República Oscar Costa Filho.
A resposta da Oi? “Não comentamos processos judiciais em andamento�.

Interrogação

Maio 4th, 2007

As ruas de Fortaleza foram tomadas, ontem, por manifestantes. Em frente à sede da Prefeitura de Fortaleza, no bairro Vila União, o Movimento dos Conselhos Populares (MCP) cobrava a abertura de vagas em frentes de serviço e a implantação de cursos profissionalizantes.

Há léguas dali, na Avenida Bezerra de Menezes, 750 agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) entraram em marcha no pátio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado. Reivindicavam por melhorias nos assentamentos - da implantação de bibliotecas ao avanço da reforma agrária estadual.

Manifestações justas, democráticas e pacíficas. Somente um fato me chamou a atenção. Outro movimento, o de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), liderou cerca de 600 pessoas em uma caminhada, por volta das 10 horas, até o pátio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado, no bairro Joaquim Távora. A maioria crianças, mulheres e idosas.

Já eram três horas e essas pessoas, oriundas de comunidades carentes de Fortaleza, “brigavam” por água e comida. Em um fogão à lenha, improvisado na calçada do prédio, os alimentos começaram a ser cozidos. Muitos saíram de suas casas com a humilde esperança de, naquele dia, receberem ao menos uma refeição digna, mas voltaram com os estômagos vazios.

Justas as reivindicações do MLB. Afinal, alimentação, moradia, saneamento básico, emprego e saúde são direitos de todos. Mas até que ponto é realmente necessário expor, ainda mais, essas crianças e idosas?

Impotência

Janeiro 21st, 2007

O meu blog não estava abandonado. A verdade é que ele nunca recebeu a atenção merecida. Os assuntos até são muitos, mas a correria é tanta que acabo deixando o Segundo Clichê de lado. O Leonardo, aquele do Blogueisso, que estimulou muito a criação desse blog, vive cobrando novos posts. Aqui está um, inclusive vivenciado com ele. O próximo? Ah, amanhã a gente negocia.

A temática violência estreou a série de (poucos) posts desse blog. Mas agora, falo como vítima, o que me dá sempre um certo arrepio, uma sensação de pavor inexplicável. A cena, infelizmente, já é comum. Você estaciona seu carro e, quinze minutos depois, ao voltar, percebe que a porta está aberta. Som, pneu reserva, bolsa, seja qual for o objeto de valor, tudo se foi…

Ninguém viu. Os assaltantes agem com toda a liberdade do mundo. E nós estamos tão fragilizados que nos escondemos. É tudo tão corriqueiro que não nos damos nem ao trabalho de irmos prestar um Boletim de Ocorrência, questionar, procurar por Justiça. Pelo contrário, saímos rapidamente do local do crime temendo que ‘eles’ estejam por perto.

O primeiro pensamento é “Porra, meu som, meu pneu, mais gastos. Filhos da puta!”. Mas depois, meia hora depois, a ficha começar a cair. Um estranho entrou no meu carro, assim como poderia ter invadido minha casa, meu canto, minha privacidade. Levou meu som, assim como poderia ter me levado ou alguém que eu amo.

Alivia e, ao mesmo tempo, me dá pânico chegar a conclusão de que “Ainda bem que foi só isso. Apenas um som e um pneu roubados”.

O assalto aconteceu na última sexta-feira (19), por volta das 21h30min, ao lado do Shopping Benfica.

Um teste aos indecisos

Outubro 29th, 2006

Eram quase dez horas da noite quando passei, ontem, pela Avenida Antônio Sales. Nesse segundo turno observei por vezes a concentração de militantes do PT na esquina com a Avenida Rui Barbosa. Mas ontem, infelizmente, eles demonstraram toda a falta de educação e respeito passíveis de um ser humano.

Não, eu não sou “alckimista”. Confesso que hoje não saio mais nas ruas fazendo militância pelo Lula. Mas voto nele por acreditar que seu governo, apesar de todos os escândalos, foi bom e por não aceitar o retorno do PSDB ao poder. Agora, fechar uma avenida com a movimentação da Antônio Sales é, no mínimo, idiotice.

Desde o início das eleições eu tinha certeza do meu voto. Mas quem até ontem estava indeciso e passou por aquela avenida? Com certeza optou pelo 45 e eu não vou criticar uma pessoa dessas. Acho bacana a animação dos militantes, até desceria para tomar uma boa com eles. Mas poxa, ficar atrapalhando quem apenas deseja passar pela avenida é muita falta de respeito.

Quando, finalmente, eu consegui cruzar a Rui Barbosa já estava ao telefone gritando com o atendente da AMC, que me diz com a cara lavada: “Já tomamos conhecimento dessa informação. Mas estamos aguardando uma viatura”. Poxa, isso só me deixou mais irritada. Mas tentei me acalmar, porque a vontade que me deu foi de me vingar através do meu voto. Mas minha convicção é maior!

E os meus professores queriam me fazer acreditar em jornalismo imparcial…

Outubro 9th, 2006

Debate na Band:

Cena 1 (repetiva várias vezes) - Acaba o tempo do Lula, cortam o som. Acaba o tempo do Alckmin, aguardam educadamente ele concluir o pensamento.

Cena 2 - As perguntas feitas pelos próprios jornalistas para os dois candidatos apresentam um perfil tão diferenciado - pro Lula ofensivo e pro Alckmin estimulante - que qualquer leigo percebe.

Mas a gente entende, né? Afinal, as empresas têm seus interesses!

Sim à sombra e à água fresca!

Setembro 3rd, 2006

Sim, a Praia do Futuro é um patrimônio público e, como tal, necessita de regras que garantam a organização do espaço. Até aí tudo bem! Mas se não formularam nada de concreto até agora, por que, da noite para o dia, o Ministério Público acredita que a maneira correta de resolver o problema é, simplesmente, retirando 153 barracas do local?

Palmas para a Desembargadora Federal Margarida Cantarelli que, pelo menos, está atrasando essa medida egoísta. Egoísta sim, ou alguém já ouviu algum dos procuradores responsáveis por essa ação questionar como ficará a situação de milhares de pessoas que dependem financeiramente da movimentação da Praia do Futuro?

Eu, particularmente, sou fã da sombrinha e do conforto proporcionado pela infra-estrutura das barracas. Por isso, não há a menor chance de continuar frequentando um espaço que, na melhor das hipóteses, será invadido pelos assaltantes, que lá já reinam.

O Analfabeto Político

Agosto 24th, 2006

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, a corrupção, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, a miséria, a violência, a fome, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corruptor e o lacaio do sistema capitalista selvagem”.

Bertold Brecht